Como você conseguiu fazer esse trabalho de reportagem dos trabalhadores da cana de açúcar?
A reportagem demorou dois meses, foi feita em mais de 20 cidades no estado de São Paulo, e foi uma reportagem fundamentalmente apurada no campo, foi de pouca opinião, mas de muita informação, de fatos. É o trabalho de repórter ir pra rua, afinal o lugar dele é na rua, ver e contar.
E a biografia do guerrilheiro, Carlos Marighela?
Ainda não está pronta, estou escrevendo.
Mas como está sendo fazer esse trabalho?
É um trabalho fascinante. É a maior reportagem da minha vida, já são 5 anos de apuração.
Quanto tempo e quais foram as maiores dificuldades que você teve ao escrever o livro: “Reportagem do Narcotráfico”?
Foi condensar um espaço limitado com um conjunto fenomenal de informações, é muito difícil, então acho que jornalisticamente, essa foi a maior dificuldade que tive.
Como você avalia o seu trabalho de ombudsman da Folha de São Paulo?
Não posso avaliar, se eu falar corro o risco de ser injusto e se falar bem vou estar “puxando sardinha” pro meu lado...
Mas como o senhor vê esse trabalho?
É um trabalho importante e é uma contribuição importante que Folha deu ao jornalismo brasileiro ao introduzir, em 1989, a figura do Ombudsman.
E como o senhor vê o jornalismo de hoje?
O jornalismo tem muitas qualidades e defeitos... A gente poderia virar noites conversando sobre isso, mas vejo muito futuro para os novos jornalistas e muita prosperidade também para o jornalismo.
E falando de sua perspectiva futura do jornalismo, Mário Magalhães encerra sua entrevista, assim como a noite terminou em festa no TUCA, com esse importante premiação do jornalismo brasileiro.
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