sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues, sob direção de Antunes Filho continua em cartaz até 28 de setembro

O Grupo Macunaíma de Teatro e o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do SESC Consolação traz, sob direção de Antunes Filho, o espetáculo "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues. Depois de "Nelson 2 Rodrigues, o Eterno Retorno" (1984) - que contava com "Toda Nudez Será Castigada" e "Álbum de Família" e "Paraíso Zona Norte" (1989) - que reunia "A Falecida" e "Os Sete Gatinhos" - Antunes visita novamente o universo rodriguiano, mas desta vez, em uma das peças míticas do autor, "Senhora dos Afogados". O espetáculo caminha pelos abismos psíquicos e sociais de uma tradicional família brasileira. Conseqüências profundas são causadas pelas obsessões de seus membros: filha, mãe, pai, irmão, um misterioso marinheiro e um alucinado coro de estranhos vizinhos.
Teatro SESC Anchieta. Duração de 90 minutos.
Recomendado para maiores de 16 anos.
Dias e Horários: 29/03 a 28/09 - Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h
Local: SESC Consolação
(Fonte: Sesc SP)

85 anos do Rádio Brasileiro é o tema da mostra do Senac Lapa

"Rádio Brasileiro, 85 anos"é o tema da mostra organizada pelo Senac Lapa Scipião, composta por aparelhos, fotos e arquivos. A trajetória histórica desse veículo popular e abrangente é apresentado, desde a evolução tecnológica a partir de 1923 até o início do século XXI, com a revolução da informática e da internet.
A visita é gratuita e funciona de segunda à sexta das 9 às 21 h., e sábados das 9 às 16 h.

Endereço:
Rua Scipião 67 - Lapa (metrô Barra Funda/CPTM- estação Lapa)
Telefone: (11) 3475-2200

(Fonte: Senac)
Mais informaçôes:
http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a15233.htm&subTab=00414&uf=&local=&testeira=303&l=&template=&unit=

São crianças como você

No mês passado comemoramos o Dia dos Pais. Mas a fixação de uma data para homenagear o pai começou há um século, aproximadamente. A idéia partiu de uma senhora chamada Louise Smart Dodd, que tinha o desejo de ter um dia especial para homenagear o pai, Willian Smart e tinha vários motivos para ser homenageado. Veterano da Guerra Civil Americana, perdeu a esposa e teve que criar sozinho seis filhos pequenos numa fazenda com o suor do seu trabalho.Nesses cem anos, nossa sociedade passou por grandes transformações. Recebemos dos pais sessentistas uma rica herança. Claro que têm suas falhas, suas limitações. Mas podemos contar muito mais pontos positivos do que os negativos.Só nos últimos cinqüenta, vimos o Brasil dominar o futebol e ser campeão cinco vezes. Mas vimos também a ditadura tomar posse do nosso país como se fosse o quintal de sua casa. Eram jovens bem diferentes, lutando para tirar da boca a mordaça e gritar bem alto “liberdade”. Mas viram calados o jornalista Vladimir Herzog ser enforcado e cair na frente dos seus algozes. Por outro lado, sabemos que a tentativa de calar a razão foi em vão ao ver nascer um símbolo da luta contra a repressão.Nesses últimos cinqüenta anos, a arte brasileira, vaidosa como sempre, mostrou sua face mais delicada e assim surgiu o tropicalismo com Caetano e Gilberto Gil – esse eu prefiro cantando que “politizando”. Tom, Vinicius e João Gilberto com um banquinho e seu violão e assim fizeram surgir a Bossa Nova.Mulheres queimaram sutiãs em praça publica dizendo “BASTA” de repressão sexual com o surgimento da pílula anticoncepcional que trouxe junto a liberdade sexual que todos nós desfrutamos.
Hoje esses “jovens”, são pais cinqüentões, sessentões que tiveram seus filhos no auge das transformações que, acreditavam, mudaria o nosso país. Eram jovens com força de vontade, com determinação. Um pouco despreparados, mas com sede de mudanças.
E nós, jovens ou futuros pais? O que vamos deixar de herança para nossos filhos? Alguns ainda são crianças, bebês ou nem nasceram. Qual o futuro, que nós, futuros pais, deixaremos?Olho para a minha geração e vejo que estamos passando pela história sem acrescentar nenhuma linha. Ligamos a TV e vemos garotas de todo tipo de fruta. O talento? Um belo bumbum, grande e rebolativo.Nossas músicas se resumem em uma única palavra: “creu!”. E assim se faz sucesso nesse mundo alienado e permissivo. Os pais de hoje deixaram de ser alicerces das famílias e passaram a ser o estorvo. Drogas, álcool e todo tipo de alucinógenos para fugir de uma realidade sofrida em cada favela ou comunidade, como muitas ONGs gostam de usar.
Somos roubados a todo instante pela casta política que furta nosso direito à saúde, educação, moradia e, com isso, tiram a nossa cidadania. Mas, não nos preocupamos e na próxima eleição votamos rapidamente para voltar logo para casa e aproveitar o almoço de domingo.Cobrança mesmo só no futebol. Juntam-se dezenas de torcedores insatisfeitos – pais ou futuros pais – e partem para os sopapos com jogadores cobrando mais disposição.Invertemos os valores e nem sabemos para onde estamos sendo levados.Qual o caminho? A resposta esta dentro de cada um quando deseja um mundo melhor para o seu próprio filho.

O criado falante

Há muito tempo não falava com um primo muito querido. Um cara super bacana, cheio de sonhos e...romântico. Ligou-me para chorar as lamúrias de quem leva um fora daqueles. Ainda mais com tanto tempo de namoro e afinidade – ou seria desafinidade? – com a garota.
Falamos por horas e ouvi dezenas de vezes o discurso de quem leva um pé no traseiro. Verdade. Existem dois discursos nesses momentos. De quem leva o fora ou de quem da à tão dolorida bicuda no popozão.
Lembrei dos meus discursos – e olha que não foram poucos. Mas acho que o pior é refazer a vida como muitos gostam de falar. Eu, em particular, prefiro continuar a vida. Sim, não refazemos nada, apenas continuamos após ouvir o “não da mais”. Lembro-me de terminar uma relação de anos e precisava fazer a faxina e dar fim aos presentes, cartões, apagar o telefone do celular e tentar esquecer o endereço da bendita. Mas não fiz. Aos poucos fui continuando minha vida e encontrei uma outra pessoa pra me ajudar a achar o caminho. Assim, decidi tirar varias coisas de casa, inclusive um criado mudo que havia ganhado. Mudo até eu mexer com ele.
Numa das minhas mudanças, eu e a nova pretendente estávamos no elevador e carregando o criado-mudo quando entra uma família inteira. Pai, mãe e uma garotinha de uns quatro anos.
Por educação, fui cumprimentar o sujeito e pra isso, soltei uma das mãos do móvel. Foi quando ele – o criado – se aproveitou para entregar minha vida de solteiro. Abrindo uma gaveta e jogando no chão toda a privacidade de um homem solteiro, trintão e que mora sozinho.
Ainda tentei com um jeitão desengonçado segurar a língua do danado, mas não deu. Logo de cara e de cara pra cima e aberta (bota aberta nisso) caiu à revista da sexy – gosto da sexy porque essas revista é diferente da playboy que só mostra pêlos e pra ver pêlos, vou a um pet shop. O paizão deu uma olhada para minha cara e deve ter imaginado que eu passaria horas no banheiro com a tal publicação. Foi parar nos pés da mamãe o KY que já havia sido usado algumas vezes e deu para perceber na cara dela que já conhecia aquele produto. Minha pretendente estava estática, com o rosto vermelho – só não entendi se era de vergonha ou raiva do que estava vendo. Ao lado dela, caiu um bilhete já bem amarrotado com um telefone e uma marca de batom com o dizer “vamos repetir essa noite”. Já fui explicando que aquilo era de um passado bem distante, mas o olhar dela me fritava.
Sai recolhendo ainda duas pilhas velhas e já vazadas, umas sete canetas bics que não funcionavam mais, um fone de ouvido com um lado quebrado, uma agenda faltando folhas, o relógio que ganhei quando fiz 15 anos, um livro de Machado de Assis que nunca li e nem lembro o titulo. E depois de tanta coisa, consegui coragem para pegar do chão minha cara. Ao chegar ao térreo, a família saiu sem olhar para trás me deixando com minha vergonha e meu passado todo no chão. A minha pretendente? Deixou um bilhete na portaria dizendo “não dá mais”.

Sesc Paulista exibe Dalí, Picasso e Miró

Sesc Avenida Paulista apresenta a exposição “300% Spanish Desingn”, com cem cartazes, cem luminárias e cem cadeiras projetadas no século XX por artistas espanhóis, como o arquiteto Antoni Gaudí e os pintores Salvador Dali, Pablo Picasso e Joan Miró. A mostra abriga ainda vitrines com objetos relevantes do cotidiano espanhol e uma projeção de ícones do design do país europeu, como os escudos dos clubes de futebol Barcelona e Real Madri.

Data: 05 de setembro de 2008 a 11 de janeiro de 2009.
Horário : terça a sexta das 13h às 21h; e sábado, domingo e feriado, das 11h às 19h.
Local: Sesc Avenida Paulista- Av. Paulista, 119, Paraíso.
Tel.(11)3179-3700
Grátis.
Livre.

(Fonte: Jornal Agora São Paulo)

Verde que te quero verde

Se você pensa em um banco toda vez que alguém fala em praça, é porque já provou a sensação de ficar sentado ali sem ter que dar satisfação a ninguém. Só olhando o jardim e deixando o verde fazer a sua parte. Há quem diga que as praças são templos a céu aberto. Concentram uma energia que acalma e convida os solitários a permanecerem em silêncio.Esses cantinhos - muitas vezes descuidados pela vizinhança ou prefeitura - já serviram de inspiração a diversos cantores.
Num giro pelas principais praças dessa megalópole chamada São Paulo, resgatamos os bons momentos já vividos por seus freqüentadores. O sabor de nostalgia é comum para muitos que viveram esses tempos e guardam em algum lugar da memória o passeio no fim de tarde, ou footing, como eram chamadas as voltas em torno do coreto, quando as moças iam em uma direção e os rapazes na outra, só para cruzarem os olhares.
Falar de praça também é ficar com água na boca ao lembrar da pipoca que acabou de estourar, ou do algodão-doce, que derrete macio. E não podem faltar as árvores frutíferas - o pé de pitanga, de jabuticaba ou de amora, que perfumam o ar e colorem o chão. A sensação de colher as frutas no pé só se equipara ao sabor da diversidade.Puxar uma prosa numa praça é fundamental. Os assuntos são os mais variados possíveis. Se está sol ou não, a aula de tai chi chuan que nos dá a impressão de que o tempo passa devagar, tal qual os movimentos de quem a pratica.
Se a praça pode revitalizar a cidade, um cinema ou um teatro podem revitalizar a praça.Quem freqüenta a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, pode conferir um dos cinco teatros que iluminam o local. Eles foram os responsáveis por gerar vida cultural noturna ali depois da revitalização daquela região. E o melhor: moradores de rua foram admitidos para trabalhar nos teatros. A história da praça violenta está mudando. Agora está mais para praça de criação.

Joana d' Arc em exibição no Centro Cultural Vergueiro

Joana d´Arc, a santa padroeira da França, é o tema da peça “A Brava”, em exibição até 12 de outubro, no Centro Cultural Vergueiro, sextas e sábados, às 21h; domingos às 20h. Sob a direção de Fábio Resende, foi inspirada na história de Joana d'Arc (1412-1431) que liderou a luta na Guerra dos Cem Anos.
Preço: R$ 6,00 / R$ 12,00
Centro Cultural Vergueiro- R. Vergueiro, 1000- Paraiso. (Metrô Vergueiro)
Telefones: 3383 3402
(FONTE: Site do CCSP- http://www.centrocultural.sp.gov.br/)

Literatura de Cordel na Zona Leste

Eduardo Valbueno, escritor de versos clássicos e populares e outros gêneros fala sobre a atual situação do nosso planeta em literatura de cordel com o título: "Terra em Nossas Mãos" que será lançado numa apresentação litero-musical ao vivo com a participação de outros escritores, poetas, cantores e demais convidados.


Local: Espaço Cultural "Doces Eventos"
Rua Monsenhor Meireles, 514 - Jardim Penha

Data: 11/08, das 20Hoo ás 22H00

Entrada Gratuita

Mais informações pelo telefone: 9100-4447 ou no link http://br.geocities.com/eduardovalbueno/

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Exposição "Bossa na Oca" se despede com entrada franca

A mostra, em cartaz no espaço Ocas, no parque Ibirapuera, um dos eventos que celebram os 50 anos da bossa nova, tem, em sua última semana, entrada franca.
A exposição Bossa na Oca, que de acordo com os organizadores, já foi vista por mais de 60 mil pessoas, com direção de Marcelo Dantas e Carlos Nader, é uma das maiores instituições sobre música realizada no país. Altamente interativa, oferece um bom acervo visual e sonoro, sem contar os depoimentos e registros musicais históricos, muitos dos quais jamais foram apresentados ao público. Tendo como destaque shows visuais que reúne Tom Jobim, Frank Sinatra, Stan Gatz e Ella Fitzgerald.


Bossa na Oca
Parque do Ibirapuera
Oca: Tel: 4003-2050
Ter. a dom., 10h às 21h. Grátis

(Fonte: Jornal Destak)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Shakespeare romântico estréia no Sesi Vila Leopoldina

A peça de Shakespeare, Sonho de uma Noite de Verão, encenada pelo Núcleo N3, estreou no Sesi Vila Leopoldina e ficará em cartaz até 28 de Setembro. O espetáculo conta a história da disputa de Lisandro e Demétrio pelo amor de Hérmia. A briga dos dois invade a celebração das núpcias do Duque de Atenas, ao mesmo tempo em que o rei e a rainha das fadas estão em guerra na "floresta devastada", deixando os elfos, duendes e todo o meio natural em alerta.

Endereço: Rua Carlos Weber, 835

Data: 14 de agosto a 28 de setembro
Horário: quinta a sábado, 20h; domingo, 18h; sextas- sessão extra às 16h
Preço: grátis (retirar ingressos com uma hora de antecedência)
Tel: (11) 3833-1092 / 1093
Classificação: livre

Mais informações:
http://sptv.globo.com/Sptv/0,19125,LTF0-6160-328135,00.html
(Fonte: Globo)